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27/03/2013 às 20:40 por Cristina Lopes

Entrevista com o cantor Bruno Branco

'A vida me levou a buscar mais a presença de Deus e a me envolver mais com a igreja', afirmou o cantor na entrevista.

Bruno Branco

Bruno Branco

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Missão Gospel: O seu estilo, como de alguns cantores, vem revolucionando a música gospel. Qual foi sua influência no ministério?
Bruno Branco: Acho que o estilo de música é derivado de influências diversas. Não acredito que alguém possa adquirir um estilo próprio e original que não seja fruto de uma mistura de tudo que se ouviu no decorrer da caminhada. Assim o "Lado a Lado" (primeiro álbum de carreira) é original porque é fruto da minha mistura que sofreu influência de clássicos cristãos em geral, principalmente dos anos 80 e 90, bem como também da Música Popular Brasileira que tocava no meu ambiente familiar que não era evangélico.

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MG: Qual a música que você compôs que mais tem marcado a sua carreira? Algum motivo em especial?
Bruno Branco: "Simples" é uma música que ainda levanta de certa forma duas perguntas importantes no cenário da arte na igreja: Tem que ser sem sorriso? Por que a arte não pode ser nossa? Essa música se tornou uma pergunta/resposta, ante a transformação que a juventude está vivendo dentro da igreja. A juventude é ligada a manifestações culturais advindas da liberdade que a mesma encontrou pós-ditadura. E a juventude cristã não é antiquada e triste, é a juventude que quer sorrir a alegria de Cristo se expressando de forma criativa e inovadora.

MG: De onde surgiu a ideia para que o CD e a música tema se chamassem "Lado a Lado"?
Bruno Branco: Nosso desejo ao produzir esse álbum é que ele fosse de "bolso", ou seja, algo agradável e pelo qual as pessoas pudessem usufruir no dia a dia. E nada melhor que um álbum "Lado a Lado" das pessoas, nome da terceira faixa do disco. A música foi sugerida para dar brilho ao nome do CD pelo designer que fez a capa do disco, Josué Ribeiro.

MG: O Jordan Macedo é muito conhecido no meio gospel por produzir CDs de grandes nomes da música gospel, como o Thalles e o Palavrantiga. Como foi ter o Jordan?na produção do álbum "Lado a Lado"?
Bruno Branco: O Jordan foi responsável por extrair o melhor de alguém que ainda é uma pedra bruta em lapidação. Mais que um produtor, agradeço a ele por ter me impulsionado para o meu ministério. A experiência dele foi fundamental para o sucesso do disco. Acredito que esse disco é mais dele do que meu. (Risos.) Ele é uma pessoa boa que tem um talento imenso.

MG: A sua caminhada na música gospel não é tão recente, já são mais de 12 anos de carreira. Por que só agora você se viu pronto a gravar seu primeiro disco?
Bruno Branco: Como disse, sou uma pedra em lapidação. Confesso que tenho dificuldade de lançar disco por causa dessa consciência de que ainda estou em desenvolvimento. Mas nos últimos anos, a vida me levou a buscar mais a presença de Deus e a me envolver mais com a igreja. Esses dois ingredientes me deram a convicção de que estava na hora, me senti mais original e pronto para ser 'eu mesmo'. Vejo a mão de Deus nisso. A hora certa de lançar um disco vem do Espírito Santo. Por isso muitos ministros se frustram porque lançam o disco no seu tempo e não no tempo de Deus. Ser original é muito do tanto que buscamos a Deus, porque apenas Ele sabe quem realmente somos, e tem como trazer para fora o nosso talento. Valeu a pena esperar 12 anos!

MG: Como o Luciano Manga,?ex-vocalista do Oficina G3 e um dos líderes do Ministério Vineyard Brasil, obteve conhecimento do seu ministério e como foi o processo de composição para as canções do CD solo dele?
Bruno Branco: Estava ministrando louvor em uma igreja local de Belo Horizonte quando o conheci por intermédio de um amigo, Luciano Correa. Depois disso nos tornamos amigos. Ele escolheu músicas que já tinha composto antes de conhecê-lo. Foi tudo de forma bastante natural. Louvo muito a Deus por isso.

MG: Quais são os seus projetos para 2013?
Bruno Branco: Estou trabalhando para tentar lançar um novo disco. Acredito ser possível lançá-lo ainda este ano. Estou também com um projeto de mobilização nas principais igrejas do Brasil. Mas isso ainda está sendo desenvolvido. Podem aguardar por algo diferenciado.

MG: Qual a sua opinião em relação à inserção da música gospel na mídia secular e as gravadoras seculares abrindo as portas e investindo cada vez mais no segmento religioso?
Bruno Branco: A música gospel nas principais escolas do mundo é inserida como grande reveladora de talentos. Aqui no Brasil ela estava à margem por preconceito, mas agora não. Deus usou uma estratégia chamada "MERCADO", para trazer a música gospel para o lugar dela de influência e respeito. A igreja cresceu, conseguimos o patamar de segundo maior mercado fonográfico do Brasil. Somos um grande mercado consumidor de diversos produtos. As empresas, independentemente de sua ideologia, se interessam pelo mercado. A nossa função é cuidar da mensagem, para que ela não seja adulterada pelo lado comercial, é de zelar pelo objetivo do cristianismo e seus princípios e deixar que essa mensagem cumpra o que apraz no coração de Deus. Agora não é hora de "demonizar" o espaço conquistado pelo próprio povo de Deus, mas sim de usá-lo para ganharmos o Brasil para Jesus, acima de dinheiro, interesses políticos e pessoais.

MG: As redes sociais são uma forte arma de divulgação do evangelho, mas às vezes expõem pensamentos sinceros e muitas indiretas, uma vez que uma simples frase mal interpretada por outra pessoa transforma-se em motivo de discussão. Ainda mais quando a pessoa tem um forte nome no meio. O que mais tem acontecido nesses meses é um cantor gospel discutir com o outro, gerentes de gravadoras e afins, publicamente. Você acha que as redes sociais vêm atrapalhando a vida cotidiana das pessoas e que não percebemos o efeito que um comentário pode causar?
Bruno Branco: Como toda forma de interação e comunicação, estamos sujeitos a críticas, má interpretação, porém percebo que o saldo é mais positivo do que negativo. Somos um povo missional e como tal queremos levar a mensagem de esperança e vida. As redes sociais são brilhantes para o cumprir dessa missão de ser um propagador da Boa-Nova, o desequilíbrio não pode ser o foco de observação das redes sociais.

MG: Deixe uma mensagem para os nossos leitores.
Bruno Branco: Somos cultura e podemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Seja um homem e uma mulher missional. Faça da sua vida uma semente de esperança. Garanto a você, hoje sou mais feliz e isso não é algo meu, é algo de Deus, é algo para você, seja uma flecha na mão de Deus. Obrigado pela oportunidade. Deus abençoe vocês.

Bruno Branco
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fonte: Missão Gospel

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