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entrevistas gospel »

22/12/2013 às 10:30 por Luan Mateus

Victor Pradella fala sobre o início de sua carreira musical

Guitarrista do Rodolfo Abrantes fala sobre o início de sua carreira musical e como ele concilia o trabalho do Silver Tape Studio com as viagens da banda.

Victor Pradella

Victor Pradella - Guitarrista Rodolfo Abrantes

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Missão Gospel: Quando e como você iniciou a sua carreira de músico?
Victor Pradella: Carreira eu não sei bem, mas a primeira vez que ganhei uma grana fazendo som foi lá pelos 14 em um festival de musica popular em que tocamos uma musica de o pai de um amigo. Mas comecei a tocar com 9 anos, me interessava antes disso mas fui começar lá pelos 9. Considero-me profissional como musico desde os 21 que foi quando fui pra estrada de vez!

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MG: Como foi a sua primeira experiência com Deus?
Victor Pradella: Não me lembro bem pra poder dizer na real, as coisas comigo acontecem de uma forma muito natural e no meio dessa minha leseira eu acabo não me tocando de muita coisa. Sei que em todo tempo Deus da um jeito de se revelar. Como bem disse o Zé Bruno "O mestre usa a vida e a vida usa tudo".

MG: Quando e como você começou a tocar com o Rodolfo Abrantes?
Victor Pradella: Comecei no final do ano de 2007, tínhamos muitos amigos em comum, 2 deles eram o Xexa e o Gui (batera atual e ex-baixista do Rodolfo). As coisas aconteceram naturalmente com eu disse. Eu estava voltando a morar em Balneário e acabei ajudando com meu home studio nas prés produções do disco em produção no momento, o "Enquanto é dia". O disco foi pensado pra duas guitarras depois de gravado e o Rodolfo me convidou. Sempre nos encontrávamos no mar pegando onda, nos juntávamos pra fazer som o jogar o lendário Winning Eleven, o som era mais uma coisa pra fazermos juntos. Deste então tá rolando!

MG: Você chegou a fazer parte de alguma outra banda antes de tocar com o Rodolfo?
Victor Pradella: Varias! De perder a conta. Sempre me mudei bastante e independente de onde estivesse eu estava fazendo som com alguém. Nada talvez com visibilidade nacional, mas tive varias outras bandas.

MG: Como nasceu a Silver Tape Studio?
Victor Pradella: A ideia do Silver Tape nasceu durante uma reforma no Studio 55 do Ricardo Vidal (O Rappa). Eu fazia uns bicos lá e o Gabriel Reinert (meu sócio no Silver Tape) trabalhava lá efetivamente. Eu e ele estávamos fazendo um banheiro se tornar uma pequena sala quando o Gabs me disse "cara tu não quer ser meu sócio? to com meu estudio parada lá…precisamos reformar mas tu é mão na massa igual eu…acho que rola, bora?". E eu realmente sempre gostei de fazer tudo, e não deu outra, fizemos tudo, desde levantar muros a instalações elétricas e abrimos o espaço. Durante a reforma o nome pintou e desde então somos muito feliz de ter começado o Silver Tape!

MG: Como tem sido conciliar as viagens da banda com o seu trabalho no studio?
Victor Pradella: Cara, não tem muitos problemas, eu concilio além dos 2 minhas viagens pra Heaven's Guitars, também trabalho lá e viagens com outras bandas com quem faço Gigs as vezes. Mas tudo rola como dá. A prioridade é pra RABT pelo compromisso de longa data. Nos fins de semana sem viagens faço guitarras na banda de reggae de um parceirão, o Lu de Souza. Os músicos são grandes caras e me amarro em estar com eles na estrada também. As viagens pra Heaven's rolam 2 vezes por mês sempre nos meios de semana porque não viajo com a banda e o estudio vou encaixando como dá. Mas quem quebra tudo no Silver Tape é o Gabs, sem ele o estudio não estaria como está!

MG: O que o CD R.A.B.T. significa para você?
Victor Pradella: Uma experiência diferente! Foi muito louco todo o processo de produção. O Vidal (produtor do disco) é um cara nada convencional. Trabalhar com ele foi estranho e muito divertido. Tive que abrir a mente pra experimentar coisas novas. Tem um tempero todo especial! Além do fato dele ter sido o primeiro disco de estudio que tive oportunidade de fazer com o Rodolfo que é um grande cara e grande musico e com meu irmão Anderson Kuehne o Xexeu, até o momento estávamos juntos na estrada por 4 anos e foi legal a gente colocar as ideias pra fora como uma banda madura. Acredito que a maturidade das letras foi bem servida pelas dinâmicas e arranjos criados pra elas por nós!

MG: Como você vê o cenário musical hoje, tanto no secular como no gospel?
Victor Pradella: Acho que nunca foi tão pobre culturalmente e nunca existiram tantas cópias e gente querendo aparecer a qualquer custo, mesmo que seja corrompendo sua essência e aquilo que acreditam pra isso.

MG: Infelizmente hoje a idolatria tem tomando uma proporção muito grande dentro das igrejas cristãs, e muitas das vezes por causa dos próprios cantores que cantam nas igrejas. Qual é o recado que você tem para as pessoas que ficam idolatrando estes cantores e para os cantores que ficam estimulando esta idolatria?
Victor Pradella: Cara acho um assunto delicado, tenho muito temor em falar disso. Acredito que a igreja deve ser devota a Deus e não a ninguém mais. Portanto acho que se dentro de um espaço físico, chamado igreja, pessoas usam o nome de Deus pra ser promover e as pessoas dão uma glória indevida pra alguém que não seja Deus isso tá errado! O que tá errado deve ser mudado. A mudança só existe com educação não com imposição, ou seja, as pessoas precisam ser ensinadas da maneira correta e não ordenadas. Porque se o povo não entende e faz por uma ordem isso é uma manobra religiosa pra manipular as pessoas e essa não é a liberdade proposta por Cristo. Não tenho um recado pra ninguém, tento me cuidar pra não cometer o erro que condeno nos outros, só isso.

MG: Quais são os seus projetos futuros, tanto da banda quanto do studio?
Victor Pradella: Tenho muito coisa na cabeça hehehe. Mas tenho planos de um projeto hardcore com alguns amigos, fazer um EP e soltar na net pra ver qualé. Tenho planos de um projeto blues rock com meu parceiro Danni Distler com quem tive o prazer de trabalhar mês passado produzindo o segundo CD dele pro projeto "Mission Adventures - O Amor é a nossa revolução". Tenho projetos de fazer meu disco também, mas eu estou falando isso tem muito tempo então não sei como vai ser hehehe falta tempo pra colocar as ideias em pratica às vezes. No mais é tocar o que tá rolando bem, continuar na estrada e produzindo o que acho que vale a pena!

MG: Qual o recado que você deixa para uma pessoa que quer começar hoje a seguir uma carreira de músico?
Victor Pradella: O mercado da musica não é fácil, faltam oportunidades e as poucas que aparecem são muito concorridas. Seja muito bom naquilo que você se propõe, seja um bom músico, seja responsável e não encare a profissão como profissão de vagabundo e não vai te faltar trabalho!

MG: Para finalizar deixe um recado para todos que acessam o nosso portal.
Victor Pradella: Vida simples, pra sempre! Paz.

fonte: Missão Gospel

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