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21/08/2013 às 21:20 por Luan Mateus

Zé Bruno da banda Resgate fala sobre DVD Aos Vivos e idolatria

Cantor fala sobre o lançamento do DVD Aos Vivos, contrato com a Sony, idolatria, e como iniciou a igreja A Casa da Rocha.

Zé Bruno - Resgate

Zé Bruno - Resgate

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Missão Gospel: Em agosto deste ano a Resgate lançou o DVD Aos Vivos. Fale um pouco sobre este novo projeto.
Zé Bruno: Na verdade nos não íamos gravar o DVD, nos fizemos uma captação de imagem e áudio apenas para gente fazer uma edição e jogar na internet, mas a gente achou que ficou bom e que valia apena lançar, a Sony também achou legal e ai virou DVD.

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MG: Quem deu a ideia do nome "Aos Vivos"?
Zé Bruno: A ideia veio do designer Carlos Andre, que faz as capas pra gente, e também porque é chato você fazer um disco, gastar tanto para fazer um show ao vivo para uma pessoa só, então à gente já faz para todo mundo, já que vai gravar e gastar faz aos vivos.

MG: Qual é a proposta letrística do CD Este lado para cima?
Zé Bruno: Acho que a própria fase que a gente está vivendo, no meio apologético, de recomeço, da nossa fé, do nosso cristianismo, acabou desembocando, Fora do sistema, Eles precisam saber, falando um pouco da missão como Eu estou aqui, Errando e aprendendo. Resgate nunca foi assim uma banda muito comum, e como agora estamos também em um momento pastoral, de igreja, de mudança, acabou que culminou nisso ai.

MG: Como é a união de vocês (banda), por conseguirem manter a mesma formação há tantos anos?
Zé Bruno: Se eu soubesse a formula eu virava produtor e fazia um monte de bandas (risos). Mas acho que a amizade, a unidade de propósitos, e também o fato de você procurar se resolver, ninguém entrou na Resgate para tentar um trampolim para uma carreira solo, a gente entrou na Resgate para fazer a Resgate mesmo, então a gente continuou, Deus deu graça e a gente pegou a missão.

MG: Quais são os projetos futuros da Resgate? Vocês já estão escrevendo novas músicas?
Zé Bruno: Não tem muito projeto, a gente vai vivendo. Já começamos a escrever, mas eu acho que CD/DVD acaba sendo uma ferramenta para você levar a sua música, divulgar o trabalho, tanto artístico como o próprio evangelho, então nosso trabalho é acabar um e começar outro. Já estamos rascunhando, ano que vem Resgate faz 25 anos, mas não sabemos direito ainda o que vamos fazer, se vamos fazer algum trabalho especial ou não, por enquanto estamos apenas compondo.

MG: E o contrato da Resgate com a Sony?
Zé Bruno: O contrato com a Sony era de lançar dois CDs e um DVD, ele se encerrou agora com o lançamento do DVD Aos Vivos, mas a gente nem sabe o que vamos fazer ainda. O certo é que antes de falar qualquer coisa temos que ter um repertório, ter músicas, ter um produto, então vamos trabalhar nisso agora.

MG: O que se percebe é que o gospel hoje em dia está bagunçado, por exemplo, alguns cantores limpam os seus suores com toalhas e jogam para o seu público, criando assim uma idolatria. Como você vê isso e o que podemos fazer para não deixar que isso aconteça? Talvez avisar as estas pessoas que elas estão fazendo ao contrário do que o evangelho diz?
Zé Bruno: Nós não podemos fazer nada, ao longo da história da igreja o misticismo sempre fez parte, desde os dias de Jesus quando os discípulos saíram pregando o conselho de Gamaliel, já apareceram outros curandeiros e líderes ai, Teudas, Judas o Galileu, o que é de Deus vai prosseguir e o que não é vai acabar. Então nos não podemos ser os paladinos, temos nossas restrições. Eu acho que a música cristã hoje vive um momento, em minha opinião, muito sofrível, muito raso, com muito pouco entendimento, com uma teologia esfacelada, cantando de um deus que não é aquele Deus, mas não podemos fazer nada, e o que eu posso fazer é seguir fazendo o meu trabalho, e tentar de todas as formas ganhar alguns, acho que é o nosso papel sempre. Eu não vou me fazer de juiz de ninguém, cada um faça como achar que deve fazer, mas eu não ouço música evangélica. Enquanto tiver fama, sucesso e dinheiro e tudo estiver dando certo ninguém vai te ouvir, alias, este é o padrão do mundo, esta dando dinheiro, está tendo sucesso e o povo gosta, deve ser de Deus, quando a coisa ficar ruim talvez ouçam. Mas, segue o jogo, segue a vida, vamos fazer a nossa parte e glória a Deus.

MG: Fale um pouco sobre a igreja A Casa da Rocha, que com pouco mais de três anos já possui várias comunidades.
Zé Bruno: Somos sete pastores, os quatro da banda e mais três amigos. Começamos em um lugar só, e durante a semana grupos pequeno em outros bairros, aconteceu que esses grupos desenvolveram e viraram outras comunidades. A gente não sabe o que Deus quer, para onde vai, na nossa cabeça a gente não pensa em ter outras igrejas, se vier, Deus é quem sabe, e mesmo que a gente cresça não temos aquela ideia de fazer franquia, com um governo central e um ser o chefe dos outros, cada uma é uma e a gente mantem a mesma identidade no nome, mesma teologia, o mesmo coração, a mesma comunhão, mas separadamente, não temos um governo central. É uma coisa que o Senhor está nos dando, está indo bem e a gente esta muito feliz com a nossa caminhada.

fonte: Missão Gospel

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